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10 “segredos” que só quem é mesmo fã de Lisboa conhece

By Valter Leandro Setembro 22, 2020

Tens a certeza que conheces Lisboa de uma ponta à outra? É isso que te propomos neste desafio, com 10 dos segredos mais bem guardados da cidade.

Para muitos, Lisboa não tem “segredos”, mas há curiosidades que temos a certeza que talvez nunca tenhas ouvido falar. A seguinte lista enuncia algumas:

1 – Sabias que o Castelo de São Jorge tem “apenas” 80 anos?

A história do Castelo começa nos séculos VII e II A.C., já que os registos indicam que neste período existia já um aglomerado fixo na colina do Castelo. Durante o Império Romano, quando Lisboa era “Olissipo”, este alto da colina passou a chamar-se “Oppidum‟, expressão que designava a zona fortificada do castelo.

Porém, foi somente no período muçulmano, entre o séc. VII e XI, que as muralhas foram efetivamente estruturadas – assim sendo, a primeira referência histórica ao Castelo é feita num documento do séc. XII da autoria do geógrafo árabe Edrici. Após a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, a 25 de outubro de 1147, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo enquanto espaço reservado ao rei e à corte, o que durou até ao início do século XVI.

Com o passar dos séculos, o Castelo sofreu bastantes intervenções e alterações, destacando-se os efeitos do terramoto de 1530 que destruiu parte da estrutura. A partir do séc. XVI, o rei e a corte abandonaram o Castelo, para assentar arraiais no Paço da Ribeira, no Terreiro do Paço. A partir daí, o Castelo assumiu uma função militar que durou até ao final do século XIX – pelo meio, o terramoto de 1755 que deixou em ruínas a zona do Castelo, uma degradação crescente do espaço e a inoperância total das estruturas militares.

Conhece mais curiosidades sobre o Castelo neste artigo.

@yey_eye

2 – O Elevador de Santa Justa também é conhecido por Elevador do Carmo

Por ligar a Rua do Ouro, na Baixa Lisboeta, ao Largo do Carmo, os lisboetas rapidamente começaram a apelidar o Elevador de Santa Justa como Elevador do Carmo, talvez pela associação das ruas ser mais facilmente percetível para todos, incluindo para explicar aos turistas como ir de uma rua à outra, através deste meio de transporte.

Queres saber mais segredos sobre este icónico elevador? Existem mais 9 aqui!

@kit-suman

3 – Sabias que o Parlamento foi um antigo mosteiro?

O Parlamento está situado no Palácio de São Bento, um antigo mosteiro beneditino, construído no final do século XVI para acolher os monges negros de Tibães.

Depois de extintas as ordens religiosas, em 1883, o edifício tornou-se no Palácio das Cortes, com a Câmara dos Pares e a Câmara de Deputados. Antes de ser Parlamento, também serviu de prisão, hospedaria, sepultura de estranhos, refúgio, depósito de destroços de regimentos militares, academia militar e patriarcal.

Há mais curiosidades que talvez não conheças sobre o Parlamento.

@parlamento.pt

4 – O Jardim Botânico da Ajuda é jardim mais antigo do país

Mandado plantar pelo Marquês de Pombal em 1768, é o mais antigo jardim de Portugal e foi projetado pelo botânico italiano Domingos Vandelli. Se nunca o visitaste, aconselhamos uma visita assim que possível. Se já o conheces, este é daqueles passeios que vale sempre a pena, não é?

Não percas aqui mais novidades sobre este jardim lisboeta!

5 – O primeiro palácio romântico da Europa foi o da Pena, em Sintra

Já considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal, o Palácio da Pena é uma das melhores expressões do Romantismo do século XIX em todo o mundo, tendo em conta que foi o primeiro palácio romântico da Europa, construído 30 anos antes do carismático Schloss Neuschwanstein, na Baviera.

Temos mais 4 curiosidades sobre este monumento nacional. Espreita aqui!

@merve-selcuk-simsek

6 – Aqui reside a maior coleção de azulejos barrocos do país

O Mosteiro de São Vicente de Fora alberga a maior coleção de azulejos barrocos de Portugal e a segunda maior do mundo. São azulejos in situ, isto é, no seu local original, e correspondem às várias fases da azulejaria barroca portuguesa, desde o século XVII ao século XIX. O primeiro inventário foi feito em 1912 e contava com 120 mil azulejos, estimando-se que já cerca de 20 mil se teriam perdido ao longo dos tempos. Hoje desconhece-se o seu número exacto, mas estima-se que sejam mais de 100 mil.

Conhece este mosteiro mais ao pormenor neste artigo.

@liam-mckay

7 – Sabias que as Galerias Romanas foram descobertas por acidente?

Esta estrutura foi descoberta por acidente, logo após o Terramoto de 1755, quando o proprietário de um prédio da Rua da Prata começou a fazer obras nas fundações do edifício. Nessa altura descobriram alguns objetos, como uma placa evocativa ao Deus Esculápio, que esteve na origem da primeira teoria das Termas Romanas, associando o Deus da Medicina à possível função deste local.

Recorda a nossa entrevista ao responsável pelo Serviço Educativo do Museu de Lisboa.

 

8 –  O Portal Sul do Mosteiro dos Jerónimo não é a entrada principal

É mais pequeno e menos aparatoso que o Portal Sul, do ponto de vista arquitectónico e teológico, mas o Portal Sul é a verdadeira porta principal do Mosteiro dos Jerónimos.

Mas há mais para saber sobre este icónico mosteiro. Conhece-os aqui!

9 –  O Cristo Rei foi esculpido à mão

A construção do monumento demorou 10 anos, de 1949 a 1959. Para a construção do Cristo Rei foram utilizadas aproximadamente 40 mil toneladas de betão. A figura foi esculpida à mão na própria estrutura, a mais de cem metros do chão. Para isso, utilizaram-se moldes de gesso.

Esta e outras curiosidades sobre este monumento aqui.

@motoki-tonn

10 – A ponte Vasco da Gama suporta rajadas de vento de 250km/h

Aquando da sua construção, os engenheiros tentaram criar uma ponte robusta, capaz de enfrentar intempéries e catástrofes: a ponte Vasco da Gama suporta rajadas de vento de 250km/h e foi concebida para resistir a um sismo 4.5 vezes mais forte do que o Terramoto de Lisboa de 1755.

Já conheces a curiosidade sobre a feijoada que se fez nesta ponte? Está tudo aqui!

@samuel-jeronimo

Foto de capa: @marin-barisic