Magnitude 9! Foi assim que foi considerado o terramoto de 1755, o pior desastre natural da história de Lisboa, a que se seguiram várias réplicas, incêndios e vários maremotos que acabaram por destruir quase toda a cidade.
A tragédia aconteceu por volta das 09h40 da manhã de um sábado, quando inúmeras pessoas e famílias se dirigiam às várias igrejas para celebrar o Dia de Todos os Santos.
Primeiro vieram os tsunamis… e depois os incêndios

Ao tremor de terra devastador seguiram-se vários tsunamis e, durante cinco dias, a cidade ardeu quase por completo, com o fogo a devorar muitos edifícios em Lisboa.
Estima-se que neste dia e nos seguintes, tenham falecido cerca de 60 mil pessoas, ainda que alguns relatos falem entre 10 mil e 100 mil, com cerca de 85% da cidade a ficar em ruínas.
Destruição “quase” total

Por ser um importante porto marítimo, o terramoto de 1755 abalou toda a Europa, visto que Lisboa era uma das cidades mais antigas e povoadas do mundo.
O terramoto, os tsunamis e os incêndios destruíram mais do que casas. O Palácio Real, a ópera, a catedral e as bibliotecas com mapas e diários importantes, além de magníficas obras de arte, ficaram completamente sem qualquer uso.
Os habitantes da cidade, incluindo o rei D. José I e a sua corte real, acabaram por se retirar para algumas zonas da cidade que foram menos afetadas por este desastre, acabando por viver em barracas improvisadas, sempre com terror nos olhos, tendo em conta o que acabavam de assistir, impávidos, sem poder fazer nada.
Lisboa, cidade de saqueadores e assassinos

Pouco tempo depois da tragédia, rapidamente se começou a tentar recuperar, sendo que, aqui e ali, as tentativas de regresso ao normal eram interrompidas por ladrões e saqueadores, que viram neste desastre uma oportunidade de também eles voltarem às suas anteriores vidas, de criminosos.
A cidade era, agora, liderada por ladrões e assassinos, que pilhavam, roubavam e assassinavam tudo o que aparecesse pela frente.
O regresso, por Marquês de Pombal

O Marquês de Pombal seria a personagem que daria a Lisboa uma nova cara. Ministro do rei D. José I, o Marquês de Pombal foi uma das personagens principais na reconstrução de Lisboa, tendo reerguido a cidade dos escombros com novos e mais seguros edifícios.
Dava-se início a uma nova era da arquitetura, a arquitetura pombalina, da qual hoje em dia já deverás conhecer a Baixa Pombalina.
As novas estruturas implementadas pelo Marquês de Pombal são ainda hoje consideradas como uma das primeiras construções antissísmicas do mundo: a famosa gaiola pombalina.
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