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O Que Fazer

Onde te levam os tuk tuk? Locais obrigatórios para se fazer a pé

As rotas clássicas dos tuk tuk em Lisboa.

By Bruna Castro Maio 15, 2018

Lisboa é uma cidade maravilhosa. Cada bairro com o seu cheiro, miradouros avassaladores, caminhos e esquinas de perder o coração. Tascas, boas tascas, para conhecer o fado, a bifana e o Sr. Zé.

Podes conhecer Lisboa de muitas formas, depende do tempo que tiveres, da vontade de subir colina atrás de colina ou da agilidade para conseguires fugir às armadilhas para turistas.

Uma das formas, aparentemente, mais populares para visitar Lisboa é o Tuk Tuk. E se ainda não conheces Lisboa e queres meter-te num, vamos dizer-te quais são os sítios para os quais não precisas de um Tuk Tuk para visitar e desfrutar dessa Lisboa Secreta

De Belém aos Restauradores, da Graça ao Cais do Sodré, vais encontrar Tuk Tuk por todo o lado. Se quiseres fazer longas distâncias, porque não? Mas se tiveres no centro de Lisboa, nada como conhecer a cidade a subir e a descer, na calçada que tanto fez sonhar poetas e fadistas.

É para cima e para baixo, é verdade. Deixa-nos mostrar-te cinco locais obrigatórios, que deves visitar em Lisboa. E a viagem, sem Tuk Tuk, é do mais maravilhoso que há.

Vamos começar no Rossio

O nome oficial é a “Praça D. Pedro IV”, mas toda a gente conhece esta enorme e bonita praça por Rossio. É a Baixa de Lisboa, no fundo. A partir do Rossio, consegues ir para o Marquês de Pombal, pela Avenida da Liberdade. Ou subir para o Bairro Alto. Ou então seguir pela Almirante Reis e beber um café no Martim Moniz. Dá para perceber porque é importante esta praça, além de lindíssima, e de já ter sobrevivido ao famoso terramoto de 1755, é local de passagem de todo o tipo de pessoas, de trabalhos e de mundos. Desde os vendedores de rua, de todo o mundo, com a fruta e os legumes estendidos num lençol. Os artistas que por ali andam, porque o Teatro Nacional D. Maria é de um dos lados da praça. Ou os comerciantes a correr, porque ali o turismo é muito, mas também é muito boa a ginginha que se pode beber por ali. Isso tudo, é o Rossio.

Do Rossio, podes subir para o Largo Camões. Ou melhor, para a Praça de Luís de Camões. Nome dado em memória de um dos grandes poetas portugueses. O Largo Camões é uma espécie de ponto de encontro. Ponto de partida para muitos caminhos: ali podes encontrar muitos dos teatros mais importantes em Lisboa, como o Teatro da Trindade, o Teatro S. Carlos ou o Teatro S. Luíz. Teatros antigos que ainda representam a boémia que passou ali, na altura de Fernando Pessoa. Falando no Pessoa, se quiseres tirar uma foto com a estátua mais famosa do poeta mais famoso português, é no Largo Camões que o podes fazer, ou melhor, na, também famosa, Brasileira!

Mas o Largo Camões não é só para os intelectuais, entre o Rossio e a Praça de Luís de Camões, encontras todas as lojas, de todas as marcas que ditam as modas. É aí que vais encontrar os Armazéns do Chiado.

Mesmo ao lado do Largo Camões tens o Bairro Alto e o Cais do Sodré, conhecidos pela sua agitada noite. Se quiseres andar mais um pouco, até pode ser que encontres o Miradouro do Adamastor.

@fabioschlierenzauer

Descendo pela colina abaixo, podes encontrar a igreja da Sé. E aí, tens Alfama ao virar da esquina. Alfama é fado, a qualquer altura do dia. E praticamente em qualquer lado. Claro que é bom escapar às armadilhas para turista, mas para isso, é preciso sorte ou saber escolher. Mas, regra geral, todo o fado é bom fado. Lisboa sabe cuidar de si e em Alfama não tem como enganar.

Alfama tem muitos becos, muitos segredos e surpresas inesperadas. O nosso conselho é: perde o tempo que precisares e não tenhas medo de falar e de perguntar, não fosse o português conhecido por ser bom hospitaleiro. E Alfama dá mesmo vontade de ficar, tudo bem tradicional e caseirinho.

@andreastravelss

Se subires uma última vez descobres o Miradouro Sophia de Mello Breyner-Andresen mas toda a gente conhece o sítio como o Miradouro da Graça. Há pouca coisa para explicar mas muito para ver. É mesmo de cortar a respiração: esta é, possivelmente, uma das vistas mais bonitas da cidade. Já que consegues ter uma vista panorâmica que vai da margem de lá do rio, apanha a ponte 25 de Abril, o Castelo, o Miradouro S. Pedro de Alcântara bem lá do outro lado, o Martim Moniz e dá para ver, lá ao fundo, as Amoreiras. É gigante! No miradouro encontras um parque, uma igraja, vários locais com sombra, café, boas esplanadas: compensa bem a subida. E com o verão a chegar, não há desculpa para aproveitares o sol na Graça.

@experitour

Para acabar, e já que estás pela Graça, vamos contar-te de um Miradouro que até há muito pouco tempo era um pequeno segredo para os turistas. E claro, agora é um dos destinos favoritos dos Tuk Tuk. É o Miradouro da Nossa Senhora do Monte.

Este miradouro é uma pequena cereja no topo do bonito bolo que é Lisboa. É um miradouro mais pequeno, a uns minutos do miradouro da Graça. E como é óbvio, o miradouro da Graça rouba a maioria da atenção. Então, este pequeno miradouro foi durante muito tempo um local de namorados, para os amigos conversarem, para aquele concerto acústico ao pôr do sol. Agora, já não é tão privado assim mas ainda vale muito a pena. E como este, há muitos mais. De Tuk Tuk ou sem Tuk Tuk, é só subir mais um bocadinho, e lá está ela, Lisboa menina e moça.

@serena.panarit

Rota Elétrico 28

Rota dos Miradouros

Rota Alfama

Rota Bairro Alto e Chiado