As ruas de Lisboa com os nomes mais bonitos - Lisboa Secreta
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As ruas de Lisboa com os nomes mais bonitos

By Nelson Rodrigues Março 22, 2019

Se já conheces as ruas de Lisboa com os nomes mais estranhos, apresentamos agora as ruas com os nomes mais bonitos e inspiradores.

Fomos vasculhar a lista toponímica da cidade e escolhemos uma mão cheia de locais que nos levam até ao Paraíso e aos Sete Céus, falam de um Belo e de uma Amorosa e ainda nos adoçam a curiosidade. Ora espreita a nossa seleção.

Rua e Travessa do Paraíso

A antiga Ermida de Nossa Senhora do Paraíso (1562), onde mais tarde esteve o Hospital Militar, está na origem do nome desta rua que liga a zona de Santa Apolónia ao Campo de Santa Clara. É lá que fica, por exemplo, o famoso restaurante Faz Figura.

Numa transversal, existe a Travessa do Paraíso, um dos postais ilustrados da cidade que tem como cenário de fundo o Panteão Nacional.

Foto: @alobairro

Rua dos Sete Céus

Não se sabe ao certo o porquê deste nome, mas documentos de finais do século XIX já falavam de uma Azinhaga dos Sete Céus nesta zona e outros, de 1949, referem o Vale dos Sete Céus.

Hoje, fica no Bairro dos Sete Céus, um bairro de origem clandestina próximo da Ameixoeira (Freguesia de Santa Clara), construído por pessoas vindas das ex-colónias portuguesas.

Foto: @toponimialisboa.wordpress.com

Beco do Belo

O nome deste beco de Alfama é tão antigo que parece impossível saber se está relacionado com alguém Belo de nome ou de feições. Entre os seus edifícios (alguns deles transformados em alojamento local) encontra-se uma parte da histórica Cerca Fernandina, a muralha defensiva mandada construir no século XIV por D. Fernando.

Curiosamente, o Beco do Belo fica ao lado do Beco da Surra, um dos locais que incluímos na nossa lista de ruas com os nomes mais estranhos.

Foto: @dora_beja

Rua do Açúcar

Em matéria de nomes esta é, provavelmente, a rua mais doce de Lisboa. Até 1989 chamava-se Rua Direita do Açúcar, mas a partir dessa data passou a ter a designação atual (sem Direita). O nome vem de uma fábrica de açúcar que existiu nesta zona de Marvila, pertencente ao inglês Christian Smith, a dois passos do Palácio da Mitra.

Nos últimos anos, tornou-se na rua mais famosa do bairro, servindo de morada a inúmeros bares e restaurantes, como a Fábrica de Cerveja Musa, o Dinastia Tang ou Aquele Lugar que Não Existe.

Foto: @cervejamusa

Travessa da Amorosa

Entre a Penha de França e o Beato, deve o nome à Quinta da Amorosa que outrora existiu naquele local. Ninguém sabe porque se chamava assim, mas o (belo) nome ficou para sempre.

Foto: Mário Marzagão @oponimialisboa.wordpress.com/

Foto de capa: @joaoranhada