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A importância do Marquês de Pombal depois do terramoto de 1755 em Lisboa

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A importância do Marquês de Pombal depois do terramoto de 1755 em Lisboa

A Lisboa que conhecemos e adoramos nem sempre foi assim. Ao longo do tempo sofreu muitas mudanças, que se devem principalmente a um homem: Sebastião José de Carvalho e Melo, a.k.a. Marquês de Pombal.

Lisboa sentiu hoje, dia 18 de março, um sismo de 3.4 na escala de Ritcher, o suficiente para nos recordar de outras histórias, há séculos, onde o Marquês de Pombal teve um papel fundamental para a reconstrução da cidade. Vamos conhecê-lo.

Ele foi ministro do rei D. José (que lhe deu os títulos de Marquês de Pombal e Conde de Oeiras) entre 1750 e 1777. Nasceu em 1699 e viveu a sua vida quase toda em Lisboa, deixando para trás um legado muito importante na nossa cidade.

O que é que o tornou famoso então?

Em 1755 houve um terramoto em Lisboa, acompanhado de um tsunami, que devastou a cidade quase toda, tendo afetado mais a zona da Baixa.

O Marquês de Pombal foi quem reconstruiu a cidade, tomando medidas imediatas. Diz-se que proferiu uma frase famosa (provavelmente só mito): 

Agora enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos”.

A Baixa de Lisboa antes do terremoto, confusa e desorganizada.

Teve um papel muito importante na arquitetura da cidade, tomando medidas que até então não existiam. As casas passaram a ser construídas com uma estrutura em gaiola, conhecida como a gaiola pombalina.

Apesar de ser uma medida preventiva contra terremotos, dá também um décor muito giro às casas!

@nhabica

A reconstrução da cidade foi planeada de uma forma metódica. As ruas passaram a ser mais largas e pavimentadas com a bonita calçada portuguesa, e também perpendiculares e paralelas entre si.

Entre as casas, ergueram-se muros (chamados corta-fogos) para evitar a propagação das chamas. Foi construído também o primeiro sistema de esgotos.

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E assim nasceu um dos nossos locais preferidos: a Baixa Pombalina!

@tintimruivo

Algumas curiosidades e fatos marcantes da vida do Marquês:

  • Em 1761, acabou com a escravatura em Portugal Continental e reorganizou o sistema de educação;
  • Marcou o início da Sismologia enquanto Ciência: enviou a todas as paróquias em Portugal um inquérito, que ainda hoje está guardado na Torre do Tombo, que permitiu a reconstrução do evento do terremoto;
  • Instituiu a Mesa Real Censória em 1768, que funcionava como uma espécie de crítica a livros e publicações, responsável pela destruição de alguns;
  • Reformulou a arquitetura, construindo os edifícios todos da mesma altura, até mesmo as igrejas (o Marquês não era um homem muito religioso, e acabou com a classe social do clero, não querendo dar também muita visibilidade às igrejas).

Como podes identificar um edifício pombalino nos teus passeios por Lisboa?

Os edifícios mandados construir pelo Marquês de Pombal têm características muito específicas, tanto por dentro como por fora. Aqui ficam algumas que podes encontrar:

1 – As fachadas, normalmente com 3 vãos (ou andares);

@h_felgas

2 – As coberturas, onde podemos ver as pequenas janelas no telhado;

@xeniapereiraofficial

3 – As bonitas varandas de ferro;

@niina.nummela

Se quiseres prestar homenagem ao Marquês, podes visitar o seu túmulo na Igreja da Memória, na Ajuda. Podes também visitar o seu Palácio em Oeiras. É um passeio que só pelos jardins já vale a pena.

@cjggoliveira

Palácio do Marquês de Pombal:
Largo Marquês Pombal 21, Oeiras
De terça-feira a domingo (10h às 18h)

Conhece aqui outras curiosidades sobre a Praça Marquês de Pombal.

Foto de capa: @rubenmneves