Era um desafio que já queríamos realizar há muito tempo: fazer um rally de croquetes em Lisboa. Mas como na cidade existem muitos e bons espaços com esta iguaria nacional, tivemos de restringir a nossa zona de abrangência num percurso que nos levou desde o Marquês de Pombal até à Baixa Lisboeta.
Claro que, também neste percurso, tivemos de reduzir a nossa lista de espaços a cerca de cinco restaurantes, escolhidos por sorteio entre os que conhecemos nesta área. Com certeza que, de fora, ficaram muitos e bons croquetes, que prometemos visitar noutra ocasião.
Como foram avaliados os croquetes?

Para este comparativo foram escolhidas cinco conhecidas casas, todas elas distintas e com muitos pergaminhos nesta iguaria clássica.
Para que a avaliação fosse a mais justa e completa possível, todos os croquetes foram analisados ao detalhe, tendo em conta três parâmetros fundamentais que separam um salgado comum de um verdadeiro petisco nacional:
- Sabor
- O tempero da carne, a presença da mostarda (ou de outro molho), o equilíbrio dos condimentos e a riqueza do caldo utilizado na base;
- Cremosidade
- O interior exige-se macio, húmido e aveludado, contrastando de forma perfeita com o exterior;
- Crocância
- O polme exterior deve ser dourado, estaladiço e seco, sem excesso de gordura ou aspeto massudo.
Já o sistema de pontuação, cada provador auferiu a cada croquete provado 5 pontos para o que gostou mais até 1 ponto para o pior da sua lista pessoal.
O termómetro do croquete

🥇 GAMBRINUS | 35 Pontos | 2,80€
👑 Votos de 1º Lugar: 4 (Filipa Duarte, Luís Dinis, Denis Giacobelis, Afonso Brites)
O peso da tradição. O rei incontestável que equilibra perfeitamente sabor, cremosidade e crocância. A velha guarda não cede o trono! O icónico croquete do Gambrinus sagrou-se o grande vencedor, arrecadando quatro primeiros lugares absolutos. A sua receita tradicional, que equilibra o sabor intenso com a textura certa, provou ser imbatível para a maioria do grupo de provadores.
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🥈 LUKA | 34 Pontos | 3,50€
👑 Votos de 1º Lugar: 3 (Valter Leandro, Catarina Ramos, Tânia Braz)
A grande revelação. Uma abordagem moderna que quase roubou a coroa ao clássico. Uma disputa renhida até ao último voto! O Luka destacou-se de forma brilhante, ficando a apenas um ponto da vitória. Com quatro medalhas de ouro, demonstrou que as abordagens mais modernas têm um lugar garantido no coração (e no estômago) dos lisboetas.
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🥉 CERVEJARIA LIBERDADE | 29 Pontos | 4,50€
👑 Votos de 1º Lugar: 1 (Filipa Mathias e Pedro Martins)
A consistência que garantiu o pódio, com uma excelente prestação na reta final das provas. O pódio encerra com a Cervejaria Liberdade, que conseguiu ultrapassar o seu rival mais próximo graças a uma reta final forte nas votações da Tânia e do Afonso, juntamente com o primeiro lugar atribuído pela Filipa Matias e pelo Pedro Martins logo no início das provas.
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🏅 ELISEU DOS LEITÕES | 25 Pontos | 2,95€
👑 Votos de 1º Lugar: 0
O croquete “fora da caixa”. Não venceu, mas o sabor a leitão garantiu avaliações muito sólidas a meio da tabela. Ficou de fora das medalhas por uma margem mínima de apenas quatro pontos. O croquete de leitão brilhou pela sua originalidade e pela consistência das avaliações no meio da tabela, mas perdeu algum fôlego nos votos dos últimos jurados.
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🍽️ CAFÉ DE SÃO BENTO | 12 Pontos | 2,80€
👑 Votos de 1º Lugar: 0
A lanterna vermelha. A fama do espaço não se traduziu na preferência do painel na categoria dos salgados. O clássico Café de São Bento, embora famoso pelos seus bifes, não conseguiu convencer o painel na categoria dos croquetes. Com exceção da pontuação razoável dada pela Filipa Matias, arrecadou um lugar menos cimeiro para a esmagadora maioria do grupo.
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Uma verdadeira luta de titãs do sabor

Este rally dos croquetes só veio provar uma máxima da gastronomia alfacinha: no que toca a croquetes, o peso da tradição ainda dita as regras, mas a inovação não fica atrás.
O Gambrinus continua a ser uma referência deste petisco e o estatuto de “rei” indiscutível de Lisboa assenta-lhe que nem uma luva, provando que domina os pilares do sabor, cremosidade e crocância como ninguém.
Ainda assim, o Luka Lisboa surge como a grande revelação deste frente a frente, mostrando que há espaço para novas referências que desafiam os clássicos de igual para igual.
Já a disputa pelo terceiro lugar entre a Cervejaria Liberdade e o Eliseu dos Leitões mostra que a consistência é a chave quando os perfis de sabor (carne tradicional vs. leitão) dividem opiniões.

Quanto ao Café de São Bento, fica a certeza de que é preferível continuar a apostar todas as fichas no célebre bife que lhe dá fama que, pela nossa experiência, é dos melhores em Lisboa.
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