Há monumentos que dispensam apresentações devido à sua imponência e significado; um desses casos é o Castelo de São Jorge. Situado no alto de uma das colinas mais altas de Lisboa, esta fortaleza medieval poderia remeter para um cenário fictício de “House Of The Dragon”, ou de videojogos de fantasia. No entanto, longe de mundos apenas existentes no nosso imaginário, aqui as batalhas travadas foram bem reais e, por isso, séculos depois continua a merecer a atenção de locais e turistas.
Este castelo domina a paisagem antes mesmo de lá chegares. Com uma vista privilegiada para o rio Tejo, este postal ilustrado é também uma verdadeira máquina do tempo. Aqui podes viajar até à época da ocupação muçulmana, ao auge da Idade Média e à reconstrução daquele que é, provavelmente, um dos lugares mais fotografados da cidade.
Com entrada e audioguia, podes (re)descobrir ao teu próprio ritmo cada canto e recanto desta fortaleza medieval enquanto mergulhas na sua história secular com curiosidades e análises detalhadas. Uma forma simples, mas eficaz, de percorrer o Castelo de São Jorge e as suas muralhas sem perder absolutamente nada. O percurso inclui pontos marcantes como a Torre de Ulisses, o Postigo de Martim Moniz e os jardins do Castelo.
Castelo de São Jorge: Bilhete de Admissão
26 Outubro 2026 09:00 + mais datas disponíveis
Castelo de S. Jorge
Castelo de São Jorge e as suas muitas vidas
A ocupação humana da colina onde se ergue o Castelo de São Jorge é muito anterior à conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147. De facto, os vestígios apontam mesmo para a existência de um povoamento desde a Idade do Ferro, datado do século VII a.C.
No entanto, nem durante este período, nem durante a Era Romana e posterior, é possível aferir a tipologia da ocupação. As origens das fortificações que integram o atual monumento remontam ao período islâmico: embora seja possível que a área tenha sido fortificada mais cedo, a primeira referência escrita a uma muralha de Lisboa data de 985, e os relatos do século XII descrevem uma cidade murada e uma alcáçova fortificada.
De residência da família real às obras de requalificação

Pode parecer exagerado afirmar que o Castelo de São Jorge teve muitas vidas, mas basta olhar para o seu passado para perceber que esta descrição ‘lhe assenta que nem uma luva’. Depois da reconquista cristã pelas forças de D. Afonso Henriques, a fortificação existente passou a desempenhar um papel fundamental na cidade de Lisboa. Além disso, pouco a pouco, começou a ser transformada para servir de residência real e da corte.
No reinado de D. Manuel I, o Paço Real da Alcáçova do Castelo deixou de cumprir a sua função de uma das residências reais, a qual foi transferida para a Baixa da capital. Desde então, a fortaleza perdeu relevância e sofreu com o trágico terramoto de 1755, que devastou Lisboa de uma ponta à outra. Por isso, há uma curiosidade que importa destacar: o aspeto atual do Castelo não é o resultado de séculos intocáveis de preservação, mas, sim, de um conjunto de obras de requalificação realizadas entre os anos 30 e 40 do século XX.
Uma vista a 360º… e pavões
Das muralhas e torres, é possível observar uma vista a 360º sobre Lisboa, sobressaindo o casario histórico da capital, o Rossio, o Terreiro do Paço e, claro, o rio Tejo. Perante este cenário, é fácil perceber o motivo que levou esta fortaleza a assumir um papel estratégico de defesa durante tanto tempo.
Com o audioguia a postos, visita a Torre de Ulisses, contempla as estátuas dos reis D. Afonso Henriques e D. Manuel I, descobre o Postigo de Martim Moniz (tradicionalmente associado às narrativas da reconquista da cidade das Sete Colinas) e fotografa os pavões que se passeiam pelo Castelo. No final, respira fundo e sente o peso das histórias que percorreram gerações!
Informações úteis
Morada: Rua de Santa Cruz do Castelo, 136
Horários: de verão, aberto todos os dias das 9h às 21h; de inverno, aberto todos os dias, das 9h às 18h
Bilhete: jovem (15,50€); sénior (23€) e adulto (27€), preços disponíveis na plataforma da Fever; à venda também no site oficial do Castelo de São Jorge e no local
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