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8 segredos sobre o Padrão dos Descobrimentos

By Valter Leandro

Há poucos monumentos em Lisboa que contam melhor a história de Portugal do que o Padrão dos Descobrimentos. Vamos desvendar os seus segredos? 🤫

Quem passa pela zona de Belém, em Lisboa, vai com certeza dar de caras com um dos mais bonitos e ornamentados monumentos da cidade, o Padrão dos Descobrimentos.

E até podes saber o que significa este ícone para o país, mas será que conheces todos os seus segredos? Vem daí à descoberta!

1 – Foi “construído” duas vezes

A primeira vez, em 1940, foi erguido de forma efémera, através de uma leve estrutura de ferro e cimento, pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida, integrado na Exposição do Mundo Português.

Só em 1960, por ocasião dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique foi reconstruído em betão e cantaria de pedra rosal de Leiria, sendo as esculturas em cantaria de calcário de Sintra.

Depois, só em 1985 é que vê todo o seu interior ser remodelado, dotando-o de um miradouro, de um auditório e de salas de exposição.

Padrão dos Descobrimentos
Horácio Novais Coleção Estúdio Mário Novais e Horário Novais @Biblioteca de Arte – Fundação Calouste Gulbenkian
Padrão dos Descobrimentos
@António Passaporte | Arquivo Municipal de Lisboa

2 – Imponente obra de pedra que “rasga” o Tejo

O Padrão dos Descobrimentos evoca a expansão ultramarina portuguesa e o seu formato de caravela tem 56 metros de altura e 46 metros de comprimento.

A figura do timoneiro Infante D. Henrique apresenta uns majestosos 9 metros de altura, enquanto os seus companheiros de viagem, 7 metros cada um.

@Pixabay

3 – Quem acompanha o Infante D. Henrique?

O elemento central deste monumento é o pai das Descobertas Portuguesas, o Infante D. Henrique, e está acompanhado por 32 figuras, todas elas associadas aos Descobrimentos, desde navegadores, cartógrafos, guerreiros, colonizadores, evangelizadores, cronistas e artistas.

Do lado oeste estão representados: o Infante D. Fernando, o Infante Santo, filho de D. João I, morto em Marrocos; a rainha D. Filipa de Lencastre, mulher de D. João I e mãe da Ínclita Geração dos Infantes e Princesas da Casa de Avis; Fernão Mendes Pinto, o escritor da Peregrinação; Frei Gonçalo de Carvalho, missionário dominicano; Frei Henrique de Coimbra, missionário franciscano; Gil Eanes, navegador e explorador da costa ocidental africana; Gomes Eanes de Zurara, cronista; o Infante D. Pedro, o Das Sete Partidas, filho de D. João I e Regente do Reino; Jácome de Maiorca, cosmógrafo; João Gonçalves Zarco, navegador e quem descobriu a Ilha da Madeira; Luís Vaz de Camões, o maior poeta nacional; Nuno Gonçalves, o pintor dos Painéis de São Vicente; Pedro Nunes, matemático; Pêro da Covilhã, viajante e espião; Pêro de Alenquer, navegador; e Pêro de Escobar, navegador.

@Pixabay

Já do lado este estão representados: Bartolomeu Dias, o primeiro navegador a passar o Cabo das Tormentas, mais tarde conhecido como Cabo da Boa Esperança; Cristóvão da Gama, capitão militar; Afonso de Albuquerque, conquistador do império oriental português; Afonso Gonçalves Baldaia, navegador; António de Abreu, navegador; o rei D. Afonso V, o Africano; Diogo Cão, navegador e explorador da costa africana; Estevão da Gama, capitão militar; Fernão de Magalhãe, o primeiro navegador a dobrar o Estreito de Magalhães; São Francisco Xavier, missionário da Índia; Gaspar Corte-Real, navegador e explorador do Canadá; João de Barros, escritor; Martim Afonso de Sousa, navegador; Nicolau Coelho, navegador; Pedro Álvares Cabral, navegador e quem descobriu o Brasil; e Vasco da Gama, navegador e primeiro enviado e conquistador português na Índia.

@Pixabay

4 – A Rosa dos Ventos que não passa despercebida

No terreiro de acesso ao Padrão dos Descobrimentos vais encontrar uma gigante Rosa dos Ventos, construída em cantaria de calcário liós negro e vermelho.

Possui 50 metros de diâmetro, um planisfério de 14 metros de largura e é decorada com elementos vegetais, cinco pequenas rosas dos ventos, três bufões, uma sereia, um peixe fantástico e o Neptuno com o tridente e trombeta montado num ser aquático. Ao fundo podes ver as ondas já características da tradicional calçada portuguesa.

Esta rosa dos ventos foi também inaugurada em 1960, dia 5 de agosto, desenhada pelo arquiteto Luís Cristino da Silva e oferecida pela República da África do Sul.

@Pixabay

5 – O mastro, as velas, os escudos e as esferas armilares

Cada uma das faces do mastro que rasga o céu possui dois escudos portugueses, com cinco quinas rodeadas por 12 castelos e quatro flores-de-lis.

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Junto a estes, vais ainda ver três estruturas curvas em forma de triângulo que criam a ilusão de velas sopradas pelo vento.

E, de cada lado do monumento, vais ainda encontrar duas esferas armilares em metal, sobre duas plataformas paralelepipédicas.

@Pixabay

6 – O miradouro com as melhores vistas de Lisboa

No topo do Padrão dos Descobrimentos tens um miradouro com vistas únicas para o rio Tejo, para a Praça do Império e, claro, para a Rosa dos Ventos situada à entrada do monumento, onde podes captar fotografias fantásticas.

@padraodosdescobrimentos

7 – Os símbolos do monumento: a 1ª bandeira, a bandeira e o padrão

O Padrão dos Descobrimentos está carregado de simbolismos relacionados com a época dos Descobrimentos, mas existem três que são destacados:

A 1ª Bandeira: segurada por Nicolau Coelho, pensa-se ser do tempo de D. Afonso Henriques.

A Bandeira: transportada por Martim Afonso de Sousa, foi a bandeira usada desde o reinado de D. João I ao de D. Afonso V.

O Padrão: já deves ter visto um destes padrões pelo país fora, e noutros países também. Este marco destinava-se a assinalar a presença dos portugueses nos locais por onde passavam.

8 – O Padrão dos Descobrimento recebe visitas

Em virtude do confinamento obrigatório, as visitas ao Padrão dos Descobrimentos encontram-se suspensas. Em situações normais este será o horário deste monumento:

  • 3ª a 6ª feira das 10h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
  • sábados e domingos das 10h00 às 13h00 (última entrada 12h30)
  • março a outubro – todos os dias das 10h00 às 19h00 (última entrada 18h30)
  • Dias de encerramento: 1 de janeiro, 1 de maio, 24, 25 e 31 de dezembro

Já conheces estes segredos sobre a Torre de Belém?

Foto de capa: @padraodosdescobrimentos