Os moinhos de maré da Margem Sul do Tejo

4 locais imperdíveis com séculos de história

Das muitas dezenas de moinhos de maré que outrora funcionaram no Estuário do Tejo, ainda há vários na Margem Sul que resistiram ao passar dos séculos. Destes, escolhemos quatro que, por si só, justificam um passeio até ao Seixal, Montijo, Moita ou Barreiro.

Ora vê a nossa lista, junta a família e prepara já uma visita com muito para contar.

1. Moinho de Corroios – Seixal

Foi edificado em 1403, por ordem de Nuno Álvares Pereira, dono da maior parte dos terrenos à volta do rio Coina, o afluente do Tejo que entra no Seixal. Um ano depois, o Santo Condestável acabou por doá-lo aos frades carmelitas do Convento do Carmo, que o utilizavam para a moagem de cereais. Reconstruído após o terramoto de 1755, começou a perder importância nos anos 70 do século passado, mas a Câmara do Seixal transformou-o num ecomuseu que faz as delícias de visitantes de todas as idades. Hoje é um dos poucos exemplos de moinhos de maré (no mundo) a trabalhar para o público.

Se fores até lá não deixes de ver a exposição “600 anos de Moagem no Moinho de Maré de Corroios” e, claro, aproveita para apreciar o cenário oferecido por esta zona do estuário do Tejo, que serve de abrigo a inúmeras espécies de aves.


2. Moinho do Cais – Montijo

Ex-líbris do concelho do Montijo, este moinho de maré tem origens documentadas em meados do século XVII, mas a cruz da Ordem de Santiago que existe na fachada denota uma história anterior. Também ele utilizava as águas do Estuário do Tejo para moer os cereais e transformá-los em farinha.

Pertenceu à mesma família durante vários séculos e mudou de mãos no século XX, antes de ser adquirido pela Câmara Municipal, em 1995, que assumiu a sua preservação. Está aberto a visitas durante o fim de semana.

Foto: //www.mun-montijo.pt

3. Moinho de Alhos Vedros – Moita

Construído no século XVII, é um moinho de maré cheio de história, já que a farinha que produzia abastecia não só a população local da zona da Moita, como a própria cidade de Lisboa. Além disso, era também utilizado pela Fábrica de Vale do Zebro, de onde saíam os biscoitos utilizados durante as viagens marítimas dos Descobrimentos.

Esteve em laboração até 1940 e agora pertence à autarquia da Moita, que o reconverteu em espaço cultural para dar a conhecer o modo de funcionamento dos antigos moinhos de maré. Aqui, poderás descobrir, por exemplo, alguns equipamentos de moagem, como as cambeiras, os teigões e as pás da farinha.

Foto: www.cm-moita.pt

4. Moinho de Maré Pequeno – Barreiro

Dos 12 moinhos que o Barreiro chegou a ter por todo o concelho, ainda é possível observar cerca de meia dúzia, alguns bem conservados, outros já em ruínas. Entre eles, destaca-se o Moinho de Maré Pequeno, que esteve em funcionamento até ao primeiro quartel do século XX. Depois, chegou a ser armazém de produtos que chegavam do Ribatejo (via fragatas) e hoje é um centro interpretativo, aberto a visitas pela câmara Municipal.

O Moinho de Maré do Braamcamp, no Bico do Mexilhoeiro; o Moinho de Maré de Coina; o Moinho de Maré do Duque; e o Moinho Grande, em Alburrica, são outros testemunhos deste tipo de construções que aproveitavam as águas do Tejo.

Foto: @aminhavidanaoeisto

Foto de capa: www.cm-seixal.pt

Tags:

';return t.replace("ID",e)+a}function lazyLoadYoutubeIframe(){var e=document.createElement("iframe"),t="https://www.youtube.com/embed/ID?autoplay=1";t+=0===this.dataset.query.length?'':'&'+this.dataset.query;e.setAttribute("src",t.replace("ID",this.dataset.id)),e.setAttribute("frameborder","0"),e.setAttribute("allowfullscreen","1"),this.parentNode.replaceChild(e,this)}document.addEventListener("DOMContentLoaded",function(){var e,t,a=document.getElementsByClassName("rll-youtube-player");for(t=0;t