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Natureza & Bem-estar

Lisboa tem uma nova mini-floresta com “hotéis” para insetos e répteis

Valter Leandro Valter Leandro - Editor

Lisboa tem uma nova mini-floresta com “hotéis” para insetos e répteis

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa criou uma mini-floresta, através do método Miyawaki, um projeto inovador que pode ser reproduzido noutras zonas da cidade. 🌳🌿🪵

Os primeiros trabalhos começaram em março, numa investigação coordenada pelo investigador David Avelar e António Alexandre, com o apoio da Lisboa Green Capital 2020.

O projeto, instalado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, recebeu 22 toneladas de composto de resíduos verdes e orgânicos e contou com a preciosa ajuda de 150 voluntários que, durante uma semana, transformaram um relvado num espaço que pretende reduzir a pegada ecológica, fazendo deste um exemplo a seguir noutros pontos da capital.

Método Miyawaki

Para o desenvolvimento desta pequena “floresta de cidade”, foi utilizado um método criado pelo botânico japonês Miyawaki, que tem como princípio otimizar a plantação de florestas para restaurar a biodiversidade, que deveria ser um processo natural.

Este é um método já com algumas décadas, aplicado pela primeira vez nos anos 70, e com ele já foi possível desenvolver e “criar” 1.700 novas florestas em toda a Ásia.

Na Europa, este método já foi aplicado em florestas urbanas na França, Bélgica e Holanda, permitindo desta forma ajudar a combater as alterações climáticas de que tanto de se fala.

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A primeira experiência nacional

O projeto da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa poderá ser o primeiro passo para tornar os espaços pouco utilizados na cidade em zonas mais verdes.

Neste caso, foram plantadas 662 plantas arbóreas e arbustivas de 44 espécies, potenciando a captação de mais carbono e, ao mesmo tempo, aumentando a biodiversidade através do acolhimentos de diferentes espécies: o espaço vai contar com dois “hotéis” para insetos e um refúgio para anfíbios e répteis.

Fotos: @ciencias_ulisboa_oficial