7 curiosidades sobre a Praça de Espanha - Lisboa Secreta
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7 curiosidades sobre a Praça de Espanha

By Nelson Rodrigues Agosto 21, 2019

Provavelmente, já passaste vezes sem conta na Praça de Espanha, mas nem imaginas as histórias e curiosidades que este local guarda.

Enquanto não chega a prometida transformação em parque verde, vem daí numa viagem ao passado pela praça das sete vidas.

1 – Durante séculos, esta zona foi conhecida por Palhavã

Ainda há quem lhe chame assim, e só em meados do século passado passou a chamar-se Praça de Espanha.

2 – Um dos ex-líbris desta praça é o Palácio de Palhavã

É a atual residência do embaixador de Espanha em Portugal. Antes de ser adquirido pelo Estado do país vizinho, em 1918, este belo edifício senhorial do século XVII serviu de residência a vários condes e nobres. Mas os seus habitantes mais conhecidos foram os “meninos de Palhavã”, filhos ilegítimos do rei D. João V, que o habitaram até 1760.

@alvaro.gonzalez.penedo

3 – Até ao século XIX, estava nos “arrabaldes” da cidade.

Começou a desenvolver-se depois da construção das estradas da Circunvalação e do Rego, enquanto no início do século XIX passou a servir de ponto de encontro às avenidas de Berna, António Augusto de Aguiar e Columbano Bordalo Pinheiro. Nos anos 70 do século XX, tornou-se um importante acesso à zona norte da cidade, depois de projetada a Avenida dos Combatentes. Hoje, é uma das praças e artérias mais movimentadas de Lisboa.

4 – Entre 1894 e 1903, o antigo Parque de Santa Gertrudes (atuais terrenos da Gulbenkian) acolheu o Jardim Zoológico de Lisboa.

Em 1905, este deu lugar a um velódromo/hipódromo que, além de receber concursos hípicos e provas de ciclismo, ainda serviu de pista a várias demonstrações automobilísticas. Em 1943, passou a servir de morada à Feira Popular de Lisboa, que por lá esteve até 1957. Desde 1969 que serve de morada à Fundação Calouste Gulbenkian.

@lisboadesaparecida.marinatavaresdias

5 – Construída em 1959, a antiga estação do metro de Palhavã chegou a ser uma das mais importantes da cidade

A principal razão é porque servia de interface com os Transportes Sul do Tejo. Nos arredores funcionou também o Mercado Azul (até 2015), com contentores que começaram por alojar alguns vendedores deslocados da zona do Martim Moniz.

6 – Como é que foi parar um arco antigo ao meio da Praça de Espanha?

Se já alguma vez fizeste esta pergunta, nós damos-te a resposta. Construído em 1758, fazia parte do Aqueduto das Águas Livres e esteve na Rua de São Bento até 1938, altura em que teve de ser desmontado por causa das obras de remodelação do Palácio de São Bento. À falta de melhor sítio, deixaram-no em “peças” na Praça de Espanha, onde só voltou a ganhar forma em 1998.

@rodrigovivervinhos

7 – No verão de 2018 arrancaram (timidamente) as primeiras obras de uma revolução urbanística que promete transformar a Praça de Espanha num enorme Parque Verde.

O projeto da Câmara Municipal de Lisboa prevê cerca de cinco hectares dedicados ao lazer, com muitas árvores, parques infantis, esplanadas, quiosques e até um riacho que em tempos passou por esta zona. Vê aqui o vídeo:

Foto de capa: https://gulbenkian.pt