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As 6 igrejas mais disruptivas de Lisboa

Inês Santos Inês Santos

As 6 igrejas mais disruptivas de Lisboa

Lisboa alberga dezenas (centenas?) de igrejas e algumas, além de serem bonitas, são claramente inovadoras. ⛪

Já escrevemos sobre as igrejas mais bonitas da cidade, mas importa também destacar as que são mais disruptivas e que representaram uma inovação arquitetónica no seu tempo.

Algumas são do séc. XX, outras datam do séc. XXI, mas todas elas representam uma mudança no paradigma dos edifícios religiosos.

Estas são as 6 mais marcantes:

1 – Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Idealizada por Porfírio Pardal Monteiro, um dos mais importantes arquitetos nacionais do séc. XX, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima foi a primeira igreja do movimento modernista em Portugal.

É um dos expoentes da arte moderna em Portugal e rompeu com os cânones da arquitetura religiosa tradicional, sendo um dos edifícios mais marcantes das Avenidas Novas. Foi inaugurada em 1938 e recebeu o Prémio Valmor, o mais aclamado galardão arquitetónico da cidade.

Morada: Avenida Marquês de Tomar (Avenidas Novas)

@INSF

2 – Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes

É no Parque das Nações que se ergue a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, de traços futuristas e arquitetura circular.

O arquiteto responsável, José Maria Dias Coelho, inspirou-se na Nossa Senhora dos Navegantes e nos Oceanos, o tema da Expo ’98 que deu nova vida a esta zona da cidade. Foi inaugurada em 2014 pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

Morada: Passeio dos Heróis do Mar 1990 (Parque das Nações)

@rr.sapo.pt

3 – Igreja do Sagrado Coração de Jesus

Construída nos anos 60 do século XX e inaugurada em 1970, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus situa-se entre a Avenida da Liberdade e a Rua de Santa Marta.

Os autores do projeto foram Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, uma das duplas arquitetónicas mais célebres do nosso país.

É o betão que domina a fachada da igreja e a sua aparência é ao mesmo tempo simplista e brutalista. Foi um edifício disruptivo para a época, tendo obtido o Prémio Valmor em 1975. É monumento nacional desde 2010.

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Morada: Rua Camilo Castelo Branco 4 (Avenida da Liberdade)
@Arquivo Municipal de Lisboa | 1980

4 – Igreja de São Jorge de Arroios

A nova Igreja de São Jorge de Arroios foi construída no séc. XX pelo atelier MC, Arquitetos, composto por Manuel A. Menezes e Ernest Corsépius. 

No adro da igreja está o Cruzeiro de Arroios, peça de estilo manuelino erguida no reinado de D. João III para comemorar a beatificação da Rainha Santa Isabel em 1517.

A peça estava originalmente no Largo de Arroios, tendo sido transferida para a Sacristia da Igreja de Arroios, entretanto demolida. Passou então a integrar esta nova Igreja Paroquial de S. Jorge de Arroios.

Morada: Rua Alves Torgo 1 (Arroios)

@Eduardo Martinho

5 – Igreja de São João de Deus

Inaugurada em 1953, a Igreja de São João de Deus foi projetada pelo arquiteto António Lino. Destacam-se as três naves separadas, que convergem no altar-mor, e as esculturas contemporâneas que contém, de Leopoldo de Almeida e de Soares Branco.

A igreja é enorme, mas sóbria e foi pensada para aproximar os fiéis ao altar, “vencendo a afastamento obrigatório que existia em relação à assembleia”.

Morada: Praça de Londres (Av. de Roma)
@wikipedia.org

6 – Igreja Senhora da Boa Nova

Embora não seja em Lisboa, mas num concelho vizinho, esta igreja merece ser destacada. Pensada por Filipa Roseta Vaz Monteiro e Francisco Vaz Monteiro (Roseta Vaz Monteiro Arquitetos), a Igreja Senhora da Boa Nova foi concluída em 2010 e integra a paróquia de Santo António do Estoril, no Bairro do Fim do Mundo.

O projeto inclui um centro comunitário, escola primária e auditório e obteve vários prémios, onde se destaca, em 2014, o reconhecimento no International Awards Program for Religious Art & Architecture.

Morada: Rua do Campo Santo 441 (Estoril)

@snpcultura.org

Foto de capa: @José Frade | Cultura na Rua