Quando o terramoto de 1755 destruiu grande parte de Lisboa, nem o Tesouro da Coroa portuguesa escapou, tendo desaparecido uma parte significativa do património régio.
Mais de 270 anos depois, o Museu do Tesouro Real, que tem o cofre mais incrível em que já entrámos, conta o que aconteceu a seguir e como a monarquia voltou a enriquecer a sua coleção.
Em novembro, esta história ganha várias formas através de uma visita especial, que te vamos contar já de seguida.
Do terramoto à reconstrução do Tesouro

A visita orientada especial “Terramoto de Lisboa e o Tesouro Real” começa a 1 de novembro. Depois da catástrofe, D. José I mudou a residência régia para a Ajuda, o que abriu uma nova etapa na história do património da Coroa.
Este percurso passa pelas joias expostas no terceiro núcleo do museu e pela Baixela Germain, no décimo, e mostra como o Tesouro se transformou. Algumas das peças que hoje se podem ver ajudam a contar essa reconstrução.
Objetos pequenos, histórias grandes

Nem todos os tesouros reais eram de grandes dimensões. A palestra com a visita “Tesouros de Bolso”, marcada para 7 de novembro, leva os participantes a Paris do século XVIII, onde caixas para rapé, estojos e outros objetos de luxo revelavam gostos, modas, estatuto social e até relações diplomáticas.
André Afonso conduz a sessão a partir da caixa para o rapé de D. José I, uma das peças emblemáticas do museu. Ao longo do caminho, surgem técnicas de ourivesaria, esmaltes pintados e nomes como Jean Ducrollay, Fabergé e Cartier, com referências à Coleção Gulbenkian e a outras coleções internacionais.
Noite Branca e Natal na Corte

No dia 28 de novembro, a “Noite Branca” abre o museu fora do horário habitual, com visita noturna à coleção e um concerto do Carreiro-Williams Guitar Duo. José Carlos Carreiro e Torrin Williams apresentam um programa de música de câmara entre as peças históricas.
O mês termina com o espírito natalício. A 29 de novembro, a oficina “Joias para a árvore de Natal” convida as famílias a descobrir como se celebrava o Natal na corte portuguesa.
Havia uma árvore? Quem a decorava? As respostas passam por D. Fernando II, que enfeitava a árvore com os filhos na véspera de Natal. Depois da visita à coleção, crianças e adultos criam as suas próprias joias para decorar a árvore lá de casa.
Informações úteis:
Morada: Calçada da Ajuda
Horários: 1 de novembro (“Terramoto de Lisboa e o Tesouro Real”); 7 de novembro (“Tesouros de Bolso”); 28 de novembro (“Noite Branca”); 29 de novembro (“Joias para a árvore de Natal”)
Bilhetes: “Terramoto de Lisboa e o Tesouro Real” por 13€; “Tesouros de Bolso” por 15€; “Noite Branca” a partir de 20€; “Joias para a árvore de Natal” por 16€ (adultos + criança), 7,50€ criança extra e 11€ adulto extra
Não fiques a ver navios! Segue-nos no Facebook, no Instagram e agora também no WhatsApp!