O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou que iria apresentar à autarquia uma proposta para que o atual Parque Tejo passasse a chamar-se Parque Papa Francisco, o que veio a acontecer no dia 24 de julho de 2025.
Segundo informações da Lusa, citadas pela SIC Notícias na altura, esta intenção foi revelada à entrada da Sé de Lisboa, antes do início de uma missa de homenagem ao pontífice, onde Moedas sublinhou o impacto da visita do Papa à capital portuguesa e a importância das Jornadas Mundiais da Juventude de 2023, que tiveram o Parque Tejo como palco central.
O autarca justificou a proposta como uma forma de perpetuar a memória do Papa Francisco e de assinalar os dias marcantes vividos em Lisboa durante a JMJ, referindo que:
Aqueles seis dias deixaram uma cidade de esperança, com os jovens e com as preocupações deste Papa.”
A iniciativa foi acolhida positivamente por parte do atual Patriarca de Lisboa, Rui Valério.
O novo Parque Papa Francisco

O Parque Papa Francisco, anteriormente conhecido como Parque Tejo, foi inaugurado em 1998 no âmbito da Expo’98, numa área de 90 hectares junto ao rio Tejo, em Lisboa.
Foi pioneiro em Portugal na utilização de águas reutilizadas para rega, destacando-se ainda pela sua vegetação diversificada, com pinheiros mansos e espécies exóticas dos quatro continentes, e por oferecer diversas infraestruturas lúdico-desportivas, como skatepark, ténis, golfe e centro hípico.
Integra ainda o Corredor Verde Ribeirinho, do qual faz parte o Parque Ribeirinho Oriente, e dispõe de ligação ciclopedonal a Loures e Vila Franca de Xira.
O novo topónimo foi atribuído a 24 de julho de 2025, em homenagem ao Papa Francisco, que presidiu à Jornada Mundial da Juventude de 2023 neste local, tendo falecido a 21 de abril de 2025.
Breve olhar sobre as JMJ

De 1 a 6 de agosto de 2023, Lisboa acolheu a realização das JMJ, um dos maiores eventos religiosos e juvenis que tiveram lugar em Portugal. Na altura, a iniciativa reuniu mais de 1,5 milhões de jovens de todo o mundo.
O Parque Tejo foi um dos principais epicentros das celebrações e do programa, tendo contado com a presença do Papa Francisco. Lisboa foi assim um ponto de passagem do antigo líder da Igreja Católica.
Além disso, a capital portuguesa foi a terceira cidade da Península Ibérica a organizar as JMJ, depois de Santiago de Compostela (Galiza) e Madrid (capital espanhola).
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