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Passadeiras arco-íris de Campolide só duraram três dias

Junta de Freguesia substituiu cores e mandou pintar pilares

Nelson Rodrigues Nelson Rodrigues

Passadeiras arco-íris de Campolide só duraram três dias

Três dias depois de surpreenderem a cidade, as passadeiras mais coloridas e LGBT da cidade tornaram-se cinzentas e brancas.

A Junta de Freguesia de Campolide acabou por recuar na medida, depois da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária ter avisado que estas passadeiras na Rua de Campolide e na Travessa Estevão Pinto eram ilegais.

“Os sinais de trânsito não podem ser acompanhados de motivos decorativos nem de objectos que possam prejudicar a sua visibilidade ou reconhecimento, ou ainda perturbar a atenção do condutor”, explicou este organismo num comunicado.

O presidente da Junta de Freguesia, André Couto, defendeu inicialmente que a lei estava a ser cumprida porque as cores do arco-íris apenas tinham sido pintadas nos intervalos das faixas brancas. O objetivo da medida era assinalar o dia contra a discriminação da comunidade LGBT, a 17 de maio.

Mas a falta de enquadramento legal da medida obrigou a um volte-face. Assim, mandou substituir as novas cores por cinzento (o tom do asfalto), mantendo as listas brancas.

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Para que o simbolismo da decisão não se perca totalmente, a Junta de Freguesia decidiu, então, pintar com as cores do arco-íris os pilaretes junto às passadeiras. Desde esta quinta-feira, dia 16 de maio, que estão lá para lembrar um dos lemas da medida: “Campolide é igualdade”

Foto de capa: Nelson Jerónimo Rodrigues