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O Que Fazer

Os cemitérios de Lisboa abrem as portas aos vivos

Inês Santos Inês Santos

Os cemitérios de Lisboa abrem as portas aos vivos

Territórios ainda desconhecidos para a maioria das pessoas (vivas), os cemitérios lisboetas são locais de ampla riqueza patrimonial, cultural e artística que merecem ser descobertos pela população. A pensar nisso, a Divisão de Gestão Cemiterial tem vindo a desenvolver um ciclo de visitas guiadas para divulgar estes espaços aos mais curiosas — e corajosos!

Até ao fim do ano, alguns dos mais importantes cemitérios da cidade (Cemitério do Alto de São João, Cemitério da Ajuda e Cemitério dos Prazeres) recebem visitas guiadas. O objetivo das visitas orientadas é comum a todas as datas: dar a conhecer “o património histórico cemiterial, nas vertentes artística, política, social e religiosa”, sob orientação dos técnicos da CML.

1. Cemitério dos Prazeres

Sabiam que o cemitério dos Prazeres já recebeu até classificação museológica? É um autêntico “museu a céu aberto” e percorrê-lo é perceber também a História nacional, do século XIX ao presente.  Estão aqui sepultadas personalidades como Mário Cesariny, Natália Correia, Vasco Santana, Carlos Paredes ou Ofélia Queiroz, a única namorada oficial de Fernando Pessoa.

É também nos Prazeres que se encontra o maior jazigo privado da Europa, apelidado “Jazigo Palmela”, construído em 1847 e pensado pelo arquiteto Arquiteto Giuseppe Cinatti.

  • Visitas programadas:
    • sábado, 14 de dezembro – 14h30 – visita focada na simbologia
    • sexta, 20 de dezembro – 10h – visita em inglês
    • sábado, 28 de dezembro – 10h – visita focada no Jazigo Palmela
  • Inscrição gratuita mas obrigatória através do email dmaevce.dgc@cm-lisboa.pt.
Foto: flickr | @abz.rec

2. Cemitério do Alto de São João

Inaugurado em 1833 para acudir a um surto de cólera que dizimou Lisboa, este cemitério é atualmente o maior da cidade. São 22 hectares, onde se encontram várias tipologias e inúmeros estilos arquitectónicos!

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O seu modelo inicial foi pensado tendo em conta o modelo do parisiense Père-Lachaise, onde estão sepultadas figuras míticas como Jim Morrison ou Oscar Wilde. Aqui encontramos, por isso, uma vasta lista de políticos, intelectuais, artistas e figuras proeminentes na sociedade, como o almirante Cândido dos Reis, figura republicana que deu o nome à popular Avenida Almirante Reis, ou a emblemática atriz Ivone Silva. Há ainda inúmeros túmulos com simbologia maçónica.

  • Visitas programadas: a revelar em janeiro de 2020
Foto: flickr | @elaintahra

3. Cemitério da Ajuda

O Cemitério da Ajuda foi construído por ordem da rainha D. Maria I para a população mais pobre de Belém e da Ajuda, e também para aqueles que serviam a Casa Real. Concluído em 1787, alberga vários jazigos de importância histórica e/ou arquitetónica. O jazigo de Domingos Parente, arquiteto responsável pelo projeto dos Paços do Concelho de Lisboa e do pórtico do Cemitério dos Prazeres, e o jazigo do almirante Gago Coutinho, responsável pela primeira travessia aérea do Atlântico Sul de Lisboa ao Rio de Janeiro, são dois exemplos.

  • Visitas programadas: a revelar em janeiro de 2020
Foto: @cm-lisboa.pt

Foto de capa: Jazigo Palmela (Prazeres) | lisbonne-idee.pt