Bordalo II, nome artístico de Artur Bordalo, voltou a atrair as atenções dos media locais e nacionais devido à sua mais recente intervenção em espaço público, na qual teceu uma crítica aos preços de habitação em Lisboa.
No Cais das Colunas, no Terreiro do Paço, lia-se “Vende-se Lisboa”, numa faixa com um grafismo inspirado em anúncios de agências imobiliárias. Além disso, era visível o número do programa Habitar da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Cidade de traça antiga, com ótima exposição solar todo o ano e recentemente remodelada com detalhes de luxo. Inserida numa zona premium da Península Ibérica, dispõe de vista deslumbrante sobre o rio Tejo e fácil acesso a restaurantes e comércio deluxe”, escreveu Bordalo II no seu post no Instagram.
O artista, de 38 anos, foi ainda mais longe na sua crítica à especulação imobiliária, salientando que se trata de “uma oportunidade de sonho numa cidade onde a maioria nem pode sonhar em viver”.
Crítica à subida dos preços
Segundo informações do Observador, a faixa foi retirada pela CML, visto que se tratava de “uma instalação não autorizada” e “um atentado ao património” local.
Esta ação polémica surgiu numa altura em que os preços das casas não param de disparar. De acordo com a SIC Notícias, registou-se uma subida de 17,7% em junho comparativamente ao período homólogo.
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