Esta sexta-feira, 2 de outubro, os trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública — assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores — estão convocados para uma greve de 24 horas. A paralisação foi marcada por três estruturas sindicais da CGTP (FNSTFPS, STAL e STML) que, segundo a central sindical, querem ver estas carreiras valorizadas e as negociações salariais a começar ainda em 2026.
O que pode ser afetado em Lisboa
Câmara, juntas e escolas
Na capital, o pré-aviso do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) cobre, segundo o próprio sindicato, os trabalhadores da Câmara Municipal e das juntas de freguesia, qualquer que seja a carreira ou o tipo de contrato. O atendimento ao público e a higiene urbana podem, por isso, ter perturbações. Há ainda escolas que poderão fechar portas por falta de funcionários não docentes, como avançou o Diário de Notícias.ç

Saúde
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) entregou um pré-aviso de greve, válido em todo o país, para os trabalhadores que representa. No pré-aviso, o sindicato compromete-se a assegurar serviços mínimos nos serviços de funcionamento permanente, bem como nos tratamentos de quimioterapia, imunoterapia e hemodiálise já em curso e na dádiva de sangue. Consultas e exames programados podem ser afetados, por isso vale a pena confirmar com a unidade de saúde antes de sair de casa.
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Também aqui há pré-aviso de greve, entregue pela FNSTFPS. Segundo o despacho dos ministérios da Saúde e do Trabalho, publicado pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), estão em causa estabelecimentos residenciais para pessoas com deficiência, crianças, jovens e idosos, o apoio domiciliário e unidades de saúde como o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão e o Hospital Ortopédico de Sant’Ana. A alimentação, a higiene e os cuidados de saúde dos utentes estão assegurados por serviços mínimos.
Manifestação na Baixa
Às 11h, os sindicatos concentram-se na Praça da Figueira e seguem depois em desfile até ao Ministério das Finanças, segundo o STML. O trânsito na Baixa pode, por isso, ficar condicionado nessa altura.
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