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O Que Fazer

7 negócios por 7 Mulheres empreendedoras

Valter Leandro Valter Leandro - Editor

7 negócios por 7 Mulheres empreendedoras

Nem esta pandemia foi capaz de demover estas 8 mulheres dos seus objetivos, de continuarem a lutar pelos seus próprios negócios. 👏💪

E como elas existem muitas outras que, muitas vezes, “fazem das tripas coração” para manter bem vivos os seus sonhos.

Elas são empreendedoras e não desistem facilmente perante as adversidades. E estas oito são apenas oito exemplos das Mulheres que hoje em dia prosperam numa sociedade que, queremos todos, seja cada vez mais igualitária e unida.

Vamos conhecer todos estes negócios, um a um, e saber um pouco mais sobre as Mulheres à frente deles.

Let’s Go Baby, de Vera Ferreira da Cunha

A Let’s Go Baby sofreu algumas alterações durante a pandemia, mas nem por isso a sua gestora Vera, de 33 anos, deixou de olhar para este momento menos bom e transformá-lo em algo mais rentável e, claro, mais de encontro às necessidades dos seus clientes.

A ideia para o primeiro serviço de concierge para famílias em Portugal surgiu quando a própria gestora, numa das suas viagens com o seu primeiro bebé (na época com 3 meses), sentiu na pele que não existia, nem em hotéis nem em alojamentos locais, os produtos básicos para uma viagem confortável e descansada. Por exemplo, os rent-a-cars nem sequer lhe garantiram cadeiras auto adequadas à idade do seu bebé, além do extra em bagagens que tiveram que pagar nas companhias aéreas com quem viajavam.

Foi assim que em 2018 nasceu a primeira loja online, com um serviço de aluguer de material de bebé já com mais de 100 produtos.

O objetivo era fazer com que outros viajantes não passassem pelo mesmo que ela e a sua família passaram, que muitas vezes têm de gastar dinheiro em equipamentos para depois os deixaram ao abandono cá, no lixo ou nos locais onde pernoitam.

Todos os produtos são nossos e são adquiridos novos diretamente nas marcas (exceto brinquedos) e atendem aos mais elevados padrões de segurança e de higiene. O serviço de aluguer é cómodo, seguro e eficiente, com máxima qualidade de produto e rapidez na entrega, montagem e recolha. Entregamos onde o cliente quer, à hora que quer.”

A equipa da Let’s Go Baby monitora qualquer recall de produtos e inspeciona os produtos entre os alugueres. Todos os produtos alugados passam por uma limpeza profunda e posterior desinfeção após a recolha e são novamente inspecionados, lavados e desinfetados antes da entrega seguinte.

Uma das últimas novidades da Let’s Go Baby, requisitada por muitos dos seus clientes, e que se revelou de extrema importância nestes tempos pandémicos, foi o serviço de compras de supermercado e de farmácia, desde fraldas, leites, higiene, entre outros, para facilitar toda a logística que é viajar com os mais pequenos.

Durante os quase 2 anos de existência, a Let’s Go Baby estabeleceu ainda parcerias com serviços de turismo tais como transfers, babysitting, hotéis e alojamentos locais no sentido de, juntos, oferecerem uma melhor experiência aos turistas. 

A responsável por este negócio diz que tenta ajudar em tudo o que puder, para outros pedidos menos habituais. Basta que a contactem através dos website, nas suas redes sociais ou no Whatsapp (+351 916 372 558), onde poderá explicar e tirar dúvidas sobre cada um dos serviços que presta.

A pandemia deu, contudo, origem a outros negócios e a flexibilidade de Vera permitiu-lhe lançar, durante a pandemia, produtos com a marca Let’s Go Baby, desde lençóis saco para camas de escola e camas de casa e almofadas de sementes.

Em dezembro de 2020 começou ainda a desenvolver o blog da LGB com temas pertinentes para famílias estrangeiras e ainda criou um grupo no FB onde mães e pais podem partilhar onde ir e o que fazer com crianças (e atividades indoor, para o confinamento).

No final de 2020 levou ainda o seu negócio ao Tourism Explorers 2020, o maior programa de aceleração para startups ligadas ao turismo, de onde saiu como uma das vencedoras locais (Setúbal). Para o futuro está a avaliar o lançamento de um marketplace de aluguer de material de bebé entre famílias portuguesas.

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Vera Ferreira da Cunha, tem 33 anos, um marido, dois filhos de (quase) 2 e 4 anos, e um cão. Vive em Algés, adora sair de casa e viajar. De resto, o que ela já fez e continua a fazer, fazem de si uma empreendedora nata que, com certeza, vai continuar a crescer muito.

People Lover Studio, de Marina Brognoli

O People Lover Studio é um projeto de Branding pessoal e corporativo que surgiu durante a primeira fase da pandemia na Europa, com o objetivo de apoiar pessoas que também tiveram que se reinventar durante este momento incerto de nossas vidas.

A missão da Marina nesta empresa é compreender o que os seus clientes têm de melhor e traduzir isso na sua identidade visual. É um trabalho de mergulho profundo na personalidade do cliente, no serviço que ele oferece, no seu público-alvo, tudo com uma comunicação humanizada, para reposicionar marcas e transformar ambientes virtuais.

A Marina chegou a Lisboa sete meses antes da pandemia e, enquanto se adaptava à cidade, conheceu várias pessoas incríveis, especialmente pelo seu trabalho de representação de uma marca brasileira de roupas de yoga na Europa. Mas foi durante o confinamento obrigatório que acabou por voltar à área publicitária, com a vontade de ajudar pessoas que se viram diante de um grande desafio, assim como eu: “E agora? O que fazer?”

Passou a dar consultoria online e foi assim que surgiu o People Lover Studio, para ajudar a dar mais confiança às pessoas.

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Marina Brognoli, é luso-brasileira, publicitária com mais de 15 anos de experiência e nasceu em Florianópolis, filha de mãe portuguesa de Lisboa e pai brasileiro de Florianópolis.

Após formar-se em Comunicação Social na vertente de Publicidade e Propaganda, fundou e dirigiu a sua própria agência de comunicação, e oito anos depois fez uma fusão com uma grande agência. Foi então que decidiu estudar e especializar-se em Branding na cidade de Nova Iorque, onde viveu durante quatro anos.

Marina Brognoli da People Lover Studio

Village Underground Lisboa, de Mariana Duarte Silva

Depois de algum tempo em Londres, Mariana trouxe para a capital um projeto inovador, o Village Underground Lisboa, um espaço de cooperação criativa e cultural.

O Village Underground é um centro cultural independente que se mantém por Lisboa aberto desde 2014, e desenvolve projetos culturais ligados à música, teatro, dança e street art, no seu lado mais underground. É o palco de uma comunidade artística em Lisboa.

Serve como plataforma internacional para a criatividade, arte e cultura e tornou-se num muro aberto para um novo movimento artístico e cultural que junta criadores e artistas, palco ainda de atividades culturais da nova geração de artistas portugueses e internacionais. 

Village Underground Lisbon

Nos seus 14 contentores e dois autocarros desativados, para além de funcionar como espaço cultural tem também um restaurante, o Village Food, instalado num antigo autocarro de dois andares da Carris, colocado no topo de um contentor e com uma esplanada com mais de 2000m2 ao ar livre. Os 14 contentores servem como lojas e espaço de trabalho para freelancers ou pequenos negócios ligados às indústrias criativas.

Durante a pandemia a atividade da Village Underground Lisbon tem estado mais parada nestes espaços, e a solução foi a de abraçar o novo paradigma e apostar na criação e transmissão de conteúdos artísticos, que podem ser visualizados aqui.

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Mariana Duarte Silva, é licenciada em Gestão de Empresas e já conquistou o Prémio Inovação nos Negócios da Maxima e do Jornal de Negócios.

Em 2014 foi eleita uma das 12 mulheres empreendedoras a ter a sua imagem replicada numa Barbie, no âmbito do programa “Tu podes ser o que quiseres”, e ainda integrou ainda a lista das “50 Mulheres que fazem mais por Lisboa”, atribuída pela revista Time Out

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Como fundadora do Village Underground Lisbon, foi convidada a participar em conferências internacionais no Dubai, Lyon e Madrid e também em Portugal, em eventos como Creative Mornings, Resident Advisor, Microsoft Conference, Martinhal Hotel Resorts, Rock in Rio Innovation Week, Start-Up Guide e Start-Up Portugal.

Em 2016, a revista Executiva publicou uma entrevista com ela, intitulada “Underground Entrepreneur” e, em 2017, a Forbes Portugal dedicou duas páginas à sua carreira como fundadora de um dos “espaços mais emblemáticos da capital”.

Teve ainda tempo para publicar um artigo de opinião na prestigiada Monocle, sobre a revolução cultural de Lisboa, além de ter sido capa do primeiro número da revista americana Perfect Strangers.

Mariana - Village Underground Lisbon

Achega, de Antonieta Achega

As malhas Achega são uma das mais icónicas e antigas marcas portuguesas de roupa, que hoje em dia tem a neta do seu fundador, Antonieta Achega, como a mulher responsável por todos os projetos, ao qual também alia o facto de ser a designer da marca.

Hoje em dia, Portugal já não é o país que tinha na confeção de têxteis uma das suas maiores indústrias. Por isso, é de realçar a força com que Antonieta Achega continua a dar ao setor, nunca desistindo e, estação após estação, continuar a lançar novas coleções.

Uma das últimas, a de Outono-Inverno, até teve a cidade de Lisboa como inspiração, na sua luz, na arquitetura e nos seus tons de céu azul.

A Achega, fundada em 1957 pelo seu avô José Coelho Achega, estava localizada em Minde, tendo sido aqui que se fabricavam as conhecidas mantas de Minde, o grande motor de industrialização desta localidade.

@Achega Knitwear Online Shop

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Antonieta Achega, tirou o curso de moda no IADE e estagiou num grande atelier em Itália. Lá fora ainda criou várias coleções e só mais tarde se viria a juntar à família para ajudar no negócio da família e poder dar o seu contributo.

Tudo o que a marca Achega representa passa por Antonieta Achega, e hoje em dia gere uma série de lojas no comércio tradicional: na Rua Augusta, na Rua da Prata, na Avenida da Igreja, na Praça de Londres e na Rua dos Fanqueiros, todas elas na cidade de Lisboa.

Um dos seus principais objetivos será criar toda uma colecção para apresentar na passerelle, momento que pensa estar na hora uma vez que que o trabalho de mais de 20 anos merece ser visto por mais gente.

@antonietaachega

Casa Pitanga, de Paula Cury

A Casa Pitanga é um novo ponto de encontro e apoio em Lisboa para pais, educadores e adultos interessados no seu próprio desenvolvimento. Trata-se de um espaço de aprendizagem e troca de experiências, onde acontecem cursos e vivências sobre educação, arte & cultura e bem-estar.

Em Portugal, existem cada vez mais negócios virados para o bem-estar e, nos momentos pandémicos em que vivemos, a Casa Pitanga pode ser uma das melhores opções.

Na Casa Pitanga, através de vários tipos de atividades de educação, arte, cultura e bem-estar, pretende-se mostrar o potencial de cada participante, oferecendo-lhes ferramentas e exemplos práticos de como estes se podem desenvolver.

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Paula Cury, é educadora e mãe de dois filhos. Durante quase 30 anos trabalhou em salas de aula e em diferentes realidades como professora, coordenadora, diretora e também sócia da escola.

Foi responsável por várias pesquisas sobre educação, tendo já viajado pelo mundo à procura de novos ensinamentos nesta área. O derradeiro sonho é construir um mundo melhor.

Paula Cury Casa Pitanga

Wel Well Center, de Adriana Bechara

O Wel Well considera-se um oásis de calmaria e acolhimento para todos os que transitam pela capital. E tudo começou quando a brasileira Adriana Bechara embarcou com a sua família para uma volta ao mundo, passando por Nova Iorque, Honolulu, Tóquio, Bali e Doha, finalizando o seu roteiro aqui em Lisboa. Foi aí que se apaixonou pela cidade que, hoje em dia, é sua casa.

Foi desta forma que idealizou o Wel Well, um espaço de acolhimento ao viajante com diversos serviços voltados para o mercado da hospitalidade, negócio a que deu asas depois de seis longos meses de introspecção e reformulação.

Inaugurou o Wel Well com serviços adaptados à nova situação global, sem o ênfase no turismo, mas em breve pondera disponibilizar serviços nessa vertente que, no fundo, foi a que lhe deu a ideia de negócio.

Hoje funciona como um mercado gourmet, mas também como uma loja e entretanto também em café. Estas três vertentes, para acomodar quem se movimenta por Lisboa, serão o futuro da Wel Well Center.

@adribechara

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Adriana Bechara, e foi uma jornalista brasileira que ocupou cargos executivos nas revistas Vogue e Glamour, antes de embarcar com a sua família para uma volta ao mundo.

Nesta jornada, experimentou muitos ritmos e estilos de viagem e acabou por detetar uma oportunidade no mercado do turismo em Portugal. E foi assim que nasceu o Wel Well, um centro que está em sintonia com as tendências contemporâneas.

@adribechara

Funky Chunky, de Sofia Pontifex

Depois de chegar a Lisboa, há quatro anos, Sofia começou a “namorar” a ideia de abrir um negócio de cookies na cidade. Por sentir que a pastelaria em Portugal ainda era bastante tradicional na maior parte dos lugares por onde passava, pensou que seria uma boa oportunidade explorar o conceito de monoproduto, e as bolachas americanas surgiram como primeiro projeto.

Foi quando saiu da empresa onde estava, em virtude do aparecimento da pandemia por coronavírus, que se debruçou mais neste projeto, que passou a fazer parte do dia a dia a 100%.

Em pouco tempo passou de uma cozinha doméstica, para uma mais profissional (três dias por semana) e, mais recentemente, acaba de se mudar para uma loja física, que funcionará de terças a domingos.

Hoje em dia vende mais de 200 bolachas por dia – nós já provámos, e adorámos – e todos os dias recebe feedbacks positivos dos seus clientes, fruto de um produto feito na hora ou congelado para terminar em casa.

@funkychunkycookies

A Mulher à frente do negócio

Chama-se Sofia Pontifex, tem 24 anos, é brasileira e mora em Lisboa há 4 anos. Há um ano trabalhava numa agência criativa na área de Branding em Lisboa e, por diversão, começou a criar a identidade visual de uma marca de cookies para ver como ficava.

A ideia do negócio das cookies só surgiu depois, por também ser este o seu doce preferido.

É importante que, tanto estes negócios como muitos outros espalhados por Lisboa e pelo país, sejam divulgados ao máximo.

Muitos deles apenas têm como principal motor a mesma vontade e tenacidade que encontrámos nestas seis Mulheres, e por isso, por esta demonstração de empowerment, devem prosperar e ser um exemplo para outros negócios, sejam eles de Mulheres como de Homens.