Greves, atrasos e queixas são, cada vez mais, o “pão nosso de cada dia” para os utilizadores dos transportes públicos em Lisboa, mais ainda quando, ao que parece, uma das estações mais importantes para a capital lisboeta vai encerrar durante cerca de oito meses.
A jornada e o desafio diário de cada passageiro começa logo de manhã cedo, com os constantes atrasos na CP – Comboios de Portugal (confirmo porque uso diariamente os comboios suburbanos da Linha da Azambuja, que tem como destino na cidade a Estação de Santa Apolónia) e, para quem apanha o Metropolitano de Lisboa, se vê a braços com ainda mais atrasos e carruagens demasiado cheias, até mesmo nesta altura do ano.

Nas redes sociais e nos vários portais de queixas, como o Portal da Queixa ou o Perturbações.pt somam-se relatos de várias “aventuras” dignas de filme nos transportes públicos da capital, com especial atenção para o facto de existir falta de informação (má comunicação dos constrangimentos, afinal as pessoas só querem conhecer as razões dos atrasos), reembolsos e até de greves.
Quando se pensava que as principais empresas de transportes apostavam na melhoria e na fluidez dos seus horários, sistemas de sinalização e modernização das linhas, eis que, em pleno verão, a maioria dos utentes continua a queixar-se.
Já para não falar nos enormes constrangimentos que as obras na Linha Circular estão a causar a todos os utilizadores de transportes públicos nas vias mais próximas do rio Tejo.

E, no caso dos comboios suburbanos, quantas vezes não acontecem as supressões? Sem que ninguém explique as razões para que tal aconteça!
E os painéis informativos eletrónicos que indicam o tempo que falta para passar o próximo metro? Por que razão alguns se encontram, simplesmente, desligados, deixando todos no suspense e com aquela sensação incómoda de não saber se passará alguma carruagem nos próximos minutos.
Porque as pessoas têm horários a cumprir, toda a gente tem, mesmo quem está de férias, este tipo de situações, sem grandes explicações razoáveis (que acreditamos que existem, mas que muito raramente são comunicadas aos utentes em tempo útil) estão a deixar todos de “cabeça perdida”, com as suas rotinas viradas do avesso.

Os principais destaques
A CP – Comboios de Portugal encabeça a lista de reclamações, com cerca de 45‰ das queixas de passageiros ferroviários que partem das principais estações na Grande Lisboa. De entre os relatos mais comuns estão os constantes atrasos, as supressões e as greves.
No caso do Metropolitano de Lisboa, além dos relatos já indicados, muitos deles vividos por nós diariamente, registam-se as várias perturbações em praticamente todas as linhas, sejam por motivos técnicos ou por razões alheias à própria empresa.
Outras das queixas apontadas é a falta de comboios (número reduzido nas passagens pelas estações, especialmente em horas de ponta) e, claro, a insuficiente capacidade das carruagens, que está muito aquém do minimamente confortável para qualquer passageiro, com utentes a deslocarem-se praticamente uns em cima dos outros.

Há soluções à vista?
Até ver, são muito raras as comunicações e explicações que estas empresas dão aos seus utentes, exceto quando há greves, que são comunicadas pelos intervenientes que as convocam.
Pelo que, muitas vezes, “pedalar” ou apanhar um Uber (que também já começam a ser poucos, com tempos de espera cada vez maiores) parecem ser as soluções mais imediatas.
Existem ainda as alternativas da Carris, através dos autocarros, mas também sabemos que estas, muitas vezes, estão “atoladas” e com tempos de resposta pouco eficazes para uma cidade como Lisboa.
Temos a certeza que todos os lisboetas continuam otimistas em relação a melhorias em todos estes constrangimentos nos transportes públicos, mas a sensação que paira no ar é que há cada vez menos paciência.
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