A Lisboa de Diogo Faro - Lisboa Secreta
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A Lisboa de Diogo Faro

By Nelson Rodrigues Junho 3, 2019

Nasceu e cresceu em Alvalade, fez Erasmus na República Checa, viveu três meses num templo hindu e até foi deportado do Irão por ser comediante.

Mas, apesar da paixão pelo Mundo e pelas viagens, é em Lisboa que se sente em casa.

O autor do projeto “Sensivelmente Idiota” relevou-nos o que mais gosta na cidade e partilhou alguns dos seus spots favoritos. Descobre por onde costuma andar Diogo Faro.

Lisboa Secreta (LS): Lisboa é uma cidade bem-humorada ou só… sensivelmente idiota?
Diogo Faro (DF): Eu acho que é as duas coisas, mas acima de tudo, bem-humorada. E, culturalmente, é uma cidade bastante rica, incluindo eventos de comédia, que são cada vez mais e com maior diversidade.

LS: O que é que te faz rir em Lisboa?
DF:
Eu rio-me de muitas coisas. Tanto posso rir de algo mais pseudointelectual com um humor mais inteligente, como de alguém que bate na porta de um centro comercial. Os lisboetas, ao contrário do que se diz, são bem-humorados e Lisboa também o é. Aqui há muita vida e muita alegria e esta é uma boa cidade para se rir.

Quais são os teus spots favoritos em Lisboa:
DF: O andar de baixo do Lux, o andar do meio do Lux e o andar de cima do Lux (risos). Mais a sério, devo dizer que adoro o meu bairro – Alvalade – e por isso tenho de escolher alguns sítios de lá, a começar pelo Boteco do Risas, a tasca de um amigo junto ao INATEL, onde o meu grupo se junta para beber uma jolas baratas. Ainda no mesmo bairro, gosto muito do restaurante Pirilampo. Noutras zonas, adoro ir à Cervejaria Ramiro, na Almirante Reis, e correr a cidade à procura de sítios com comida do mundo, como ramen, pho, tailandês ou chinês.

LS: Conta-nos um segredo sobre Lisboa…
DF: Não é propriamente um segredo, mas devo dizer que tenho pena do que aconteceu ao Adamastor. Eu gostava muito daquele convívio e alguém ainda tem de explicar o lobby que se criou ali, porque era um sítio muito democrático, que juntava de tudo: betos, freaks, hipsters, turistas, locais, pessoas de todas as cores e orientações sexuais. Todos juntos, só para verem o pôr-do-sol, beber uma cerveja e passar uns bons momentos. Acho que faz falta um novo sítio destes, que seja democrático e que não seja só um sítio para turistas. Eles são muito bem-vindos, mas as pessoas que vivem cá também gostam de viver a cidade.

LS: Sabemos que és um adepto ferrenho do Sporting. Porque que é que este é, para ti, o melhor clube de Lisboa?
DF: De Lisboa, do país e do Mundo! O nome diz tudo: Sporting Clube de Portugal. Somos um grande clube, que no futebol não ganha muito, mas ganhamos noutras coisas, como futsal, hóquei em patins ou… dominó. E também porque é um clube com os valores certos.

LS: Quais são os festivais de Verão (em Lisboa e não só) que não queres perder este ano?
DF: Desde logo, o Samsung Galaxy Live, porque sou um dos apresentadores, juntamente com a Inês Lopes Gonçalves e Maria Seixas Correia. Mas mesmo que não fosse, de certeza que teria sempre muita curiosidade em ver na mesma. Além deste, no ano passado fui ao Primavera Sound, ao Paredes de Coura e ao Alive.

Foto: @diogofaro

Foto de capa: @diogofaro