Quase um ano depois do trágico descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, que vitimou mortalmente 16 pessoas e feriu outras 24 de várias nacionalidades, a Carris anunciou que espera que o novo equipamento entre em funcionamento em 2029. O calendário, porém, depende do lançamento e desenvolvimento de um concurso público internacional e poderá sofrer algumas alterações.
A empresa pretende lançar, até ao final do primeiro trimestre de 2027, este concurso público internacional para a conceção e construção do futuro ascensor da Glória. A previsão foi avançada na segunda-feira, dia 31 de agosto, na sessão da apresentação da visão futura para esta icónica rota lisboeta, que teve lugar no auditório da Ordem dos Engenheiros, na capital.

Segundo o “Jornal Económico”, a nova infraestrutura deverá ser mais moderna e segura, mantendo uma configuração similar à da anterior. Não será, porém, uma simples reconstrução, mas sim uma nova instalação, na qual as cabines deixarão de ser de madeira, apostando-se em “materiais mais resistentes”.
“Já não podemos ter um equipamento histórico que funcionava sem modificações substantivas até ao dia 1 de janeiro de 1986 e, portanto, estamos perante uma solução nova em termos de processo construtivo”, declarou o presidente da Carris, Rui Lopo, citado pelo mesmo jornal. Além disso, um dos objetivos é “respeitar a identidade histórica”, garantindo simultaneamente a elevação dos padrões de segurança.
Relativamente aos ascensores da Bica e do Lavra e o elevador de Santa Justa, o “Expresso” adianta que ainda não se sabe quando estes equipamentos voltarão a funcionar, visto que as condições técnicas dos mesmos ainda estão a ser avaliadas.
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