O Funicular da Graça, um dos eixos de mobilidade – e turismo – mais importantes de Lisboa, já tem data marcada para regressar ao serviço: será em abril.
Uma Comissão Técnica Independente finalmente validou todas as necessárias condições estruturais do equipamento após meses de auditoria rigorosa.
Prioridade: garantir a segurança total

A reabertura deste meio de transporte, que faz o trajeto Graça–Mouraria, mais especificamente do Largo da Graça (junto ao Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen) à Rua dos Lagares, acontece sete meses depois da enorme tragédia do Elevador da Glória.
O que agora garante a segurança deste funicular, assim como irá acontecer na reabertura de outros equipamentos deste tipo que ainda se encontram por avaliar, ou em avaliação, é a validação técnica que apresentou um relatório assente em três pilares:
- Apoio de especialistas
- A comissão integrou peritos da Ordem dos Engenheiros (OE), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto Superior Técnico (IST);
- Benchmarking internacional
- Foram realizadas reuniões técnicas com os responsáveis pelos funiculares da Catalunha para comparar as melhores práticas de operação;
- Conformidade Europeia
- O equipamento foi avaliado à luz do Regulamento (UE) 2016/424, assegurando o alinhamento com as normas técnico-legais mais recentes.
Segundo Rui Lopo, presidente do conselho de administração da CARRIS,
“Na sequência de um trabalho detalhado e independente que visou aferir se o Funicular da Graça reunia as condições para voltar a funcionar com normalidade, estamos satisfeitos por constatar que o relatório é inequívoco e conclui que o funicular foi concebido, construído e poderá ser operado em linha com os melhores padrões de segurança.”
O que falta para a viagem inaugural?

Enquanto a transferência de gestão deste equipamento da EMEL para a CARRIS ainda esteja em curso, a operadora já se encontra no terreno a preparar este regresso, sendo que estão a ser envidados todos os esforços para que o Funicular da Graça comece a funcionar no mês de abril.
Até lá, são necessários alguns procedimentos como ensaios complementares a todos os equipamentos do sistema; atualizar as medidas de autoproteção; e rever a formação técnica dos operadores que estarão ao comando do funicular.
Depois disso, bastará a autorização final do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, o organismo regulador competente para o efeito, para que o elevador volte a andar para cima e para baixo.
Destaque-se que este é o primeiro dos equipamentos a receber aval positivo do total de elevadores e ascensores na nossa cidade, que também estarão a ser avaliados por esta Comissão Técnica Independente.