Se há altura do ano em que Lisboa ganha uma nova vida, é quando os dias ficam maiores e os palcos começam a ser montados à beira-rio. O verão de 2026 promete não ser apenas “mais um verão”, mas sim a época de consolidação dos grandes recintos musicais.
Com o regresso do Rock in Rio Lisboa ao Parque Tejo e do MEO Kalorama ao Parque da Bela Vista (novamente no fim do verão), a agenda cultural da capital está mais preenchida que nunca.

O MEO Kalorama chegou há pouco tempo, mas já conquistou o seu lugar cativo no coração dos amantes de indie, eletrónica e até rock alternativo, voltando a acontecer no final do verão (a edição de 2025 aconteceu no início), funcionando como a grande despedida da estação.
Distingue-se por oferecer uma atmosfera mais urbana e contemporânea, misturando música com arte e sustentabilidade. É o festival que atrai um público que procura algo para além do óbvio, com cartazes que misturam uma grande multiplicidade de géneros musicais, quase para todos os gostos áudiófilos.
Se procuras um ambiente mais cool e menos massificado do que outros festivais, mas com igual qualidade técnica, o MEO Kalorama será a escolha acertada.
Reggae Sun Fest em Oeiras (nos Jardins do Marquês)

Dois dias de reggae, gastronomia e atividades para toda a família nos Jardins do Marquês.
Se queres variar do rock e do pop sem sair da área de Lisboa, o Reggae Sun Fest estreia nos Jardins do Marquês (Oeiras) no fim de semana de 8 e 9 de agosto, reunindo nomes internacionais e nacionais do reggae.
Ao longo de dois dias, o festival combina música ao vivo, gastronomia, mercados de artesanato e atividades para famílias.

O Forte de Santo António da Barra receberá a segunda edição do Cascais Atlantic Sunsets.
O festival de música eletrónica trará duas datas principais à costa este verão, combinando atuações ao vivo com vistas para o mar ao pôr do sol.
Kaytranada encabeçará a primeira sessão, seguido pelo veterano do house norte-americano Armand Van Helden na segunda data.
A organização centrará o evento inteiramente no forte, aproximando o público e os artistas no interior de um monumento histórico habitualmente fechado ao público.
O Sol da Caparica

Ao atravessar a ponte, o cenário muda, com o festival O Sol da Caparica a continuar a ser o grande bastião da música feita em português.
Aqui não há pretensões de agradar a turistas estrangeiros; é uma festa feita para nós, com o melhor do pop, hip-hop e rock nacional, africano e brasileiro, sempre com o ambiente de praia ali ao lado.
Este ano vais poder assistir a concertos de Orochi, Sara Correia, Papillon, Veigh, Calema, Deejay Telio, Nininho Vaz Maia, Vizinhos, Slow J ou Quim Barreiros, só para nomear alguns, mas o cartaz é muito mais rico.
O Sol da Caparica é o festival mais descontraído deste lote, ideal para grupos de amigos e famílias que querem cantar refrões conhecidos do início ao fim, especialmente se valorizas a música em português e queres um ambiente de festa de verão pura e dura.