Quem trabalha nos principais bairros lisboetas, por vezes, tem este tipo de constrangimentos no seus dia a dia, neste caso, aos fins de semana: a estação de comboios Alcântara-Terra está encerrada aos fins de semana e feriados, isolando toda uma Lisboa Ocidental.
Com claro prejuízo para milhares de moradores, trabalhadores e visitantes das freguesias da Estrela, Alcântara e Ajuda, que dependem do comboio como meio de transporte diário, este “apagão” ferroviário obriga os seus utilizadores a deslocações desnecessárias até Campolide ou Entrecampos para aceder às Linhas de Sintra e Cintura.
O que está em causa?

Numa zona que ainda não tem linha de metropolitano (algumas imagens da futura estação), e numa altura em que Lisboa está aposta numa maior mobilidade sustentável e menos tráfego automóvel, os moradores não conseguem compreender as razões deste encerramento.
O comboio é, portanto, um meio de transporte essencial para quem vive nesta zona da cidade, ignorando-se ainda o forte crescimento residencial na Avenida de Ceuta e na Rua Maria Pia, como confirma a Associação Vizinhos em Lisboa, que já apelou à CP e à Infraestruturas de Portugal para a reativação urgente do serviço.
Com o aumento do turismo e do comércio local, manter uma estação urbana desativada 104 dias por ano é um luxo que a mobilidade da capital não pode permitir, sendo que esta reabertura não é apenas uma conveniência; será a peça que falta para ligar a zona ocidental à rede ferroviária nacional todos os dias da semana.
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