No dia 12 de agosto de 2026, Portugal vai ser palco do primeiro eclipse solar total em território nacional desde 1912.
Em Lisboa, o fenómeno vai ser visível como um eclipse parcial muito profundo, com cerca de 94% a 96% do disco solar coberto pela Lua, ao final da tarde.
Depois deste, o próximo eclipse total visível em Portugal só está previsto para 2144.
O que é, afinal, um eclipse solar total?

Um eclipse solar acontece quando a Lua se interpõe entre o Sol e a Terra, projetando a sua sombra sobre a superfície terrestre e bloqueando a luz solar numa determinada região. Quando este alinhamento é perfeito e a Lua cobre completamente o disco do Sol, acontece um eclipse total.
Neste caso, e apenas nesse caso, é possível observar fenómenos como o “Anel de Diamante”, as “Pérolas de Baily” e a coroa solar, a atmosfera exterior do Sol, normalmente invisível.
Em Portugal, a totalidade só vai ocorrer numa faixa muito estreita do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança, sobretudo junto à aldeia de Guadramil e perto de Rio de Onor, onde vai durar apenas cerca de 25 a 26 segundos.
Em todo o resto do território continental, incluindo Lisboa, o eclipse será parcial, ainda que profundo.
Porque é que este eclipse é tão especial

Este é o primeiro eclipse solar total visível a partir da Europa continental desde 1999. A faixa de totalidade atravessa também a Gronelândia, a Islândia, o norte de Espanha e as Ilhas Baleares.
Segundo a NASA, é ainda um “eclipse de pôr do sol”: em grande parte do trajeto, o Sol vai desaparecer no horizonte ainda parcialmente eclipsado. Em Portugal, o fenómeno coincide com as horas finais da tarde, com o Sol muito baixo no céu (entre cerca de 3º e 12º de altura, consoante a região).
O que vai ser possível ver em Lisboa
O eclipse deverá seguir, aproximadamente, esta janela horária em todo o território continental (com variações ligeiras de local para local):
- Início: por volta das 18h30–18h40
- Máximo: por volta das 19h30–19h40
- Fim: por volta das 20h20–20h30
No Algarve, a cobertura deverá rondar os 90–93%, e no Porto os 97– 98%. Mesmo sem chegar à totalidade, a diminuição da luminosidade em Lisboa deverá ser bem percetível, podendo mesmo provocar uma descida temporária da temperatura.
Como observar em segurança

Nunca se deve olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse profundo, nem a olho nu, nem com óculos de sol comuns, nem através de binóculos ou telescópios sem filtro solar adequado.
É indispensável usar óculos de eclipse certificados com a norma ISO 12312-2. A Direção-Geral da Saúde e a NASA reforçam este cuidado, mesmo quando mais de 90% do disco solar está coberto.
Onde conseguir óculos e que atividades há em Lisboa

A marca ZEISS, em parceria com a rede Club da Visão (mais de 600 óticas no país), esteve a distribuir óculos de eclipse gratuitos, mediante inscrição prévia, mas ao que parece já estão esgotados.
Em Lisboa, há também várias iniciativas ligadas ao evento, entre as quais:
- Visitas orientadas ao Real Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda
- Sessões de planetário e atividades de observação no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva
A lista completa de atividades por distrito, incluindo Lisboa, pode ser consultada no site oficial eclipse2026.pt, que também tem uma ferramenta para verificar a percentagem exata e os horários do eclipse por concelho.
Informações úteis
Data: 12 de agosto (quarta-feira)
Único local com totalidade em Portugal: Parque Natural de Montesinho, Bragança (~25-26 segundos de totalidade)
Mais informações e atividades em Lisboa: no site
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